quinta-feira, 8 de maio de 2014

Que vergonha !

Itaú

Potência regional

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Grandes potências em verde escuro e pequenas potências em verde claro
Potência regional é um termo usado no campo de relações internacionais para descrever um país com poder e influência que permite que tenha um determinado controle sobre sua região geográfica. Uma potência regional poder ser considerada como um termo permutável, todas as potências regionais são portadores de uma outra posição na hierarquia do poder. Se houver alguma grande potência ousuperpotência principal em uma região, recebem status de potência regional automaticamente, mesmo que seu poder e influência espalhem-se bem além dos limites de sua região (isto pode ser visto com o Reino Unido na Europa Ocidental e os Estados Unidos na América do Norte). Algumas regiões, como a Oceania, são consideradas médias potências. A maioria de regiões teriam somente uma potência regional dominante, com as potências restantes sob a sua influência. Entretanto, em lugares como a Europa, este não é sempre o caso. Não há nenhuma delineação desobstruída entre uma grande potência e uma potência regional. Os diferentes teoristas discordam sobre como classificar alguns países em grandes potências e em potências regionais. Os exemplos dos países com status incerto incluem a China, a Índia e o Japão.
Note que os países em negrito representam o Estado mais dominante em cada região, enquanto os países em itálico representam potências regionais potencia

África

Egito afirma ter o poder sobre o mundo árabe no norte da África. É conhecido por suas políticas econômicas e o crescimento progressivo contínuo durante anos. Primeiramente, o Egito alardeia uma história antiga como nenhum outro, com as pessoas que davam pirâmides como os símbolos desta rica história antes da origem doIslamismo. O Egito tem a segunda maior economia de toda a África depois da economia da África do Sul, e a segunda maior economia no mundo de língua árabe, depois daArábia Saudita. Contudo, o Egito tem a maior economia do norte da África. Militarmente falando, o Egito tem as forças armadas mais fortes no continente africano e no mundo de língua árabe, e tem também uma influência relativamente grande no resto do mundo árabe. Embora fosse esquecendo-se de problemas com alguns países africanos comoDjibouti.
África do Sul tem a maior parte do poder no sul da África, economicamente, militarmente e politicamente falando. Sua economia esteve crescendo acima da média africana durante a década passada. Exerce muita pressão em que é interessado. Um exemplo é as conexões de fio de Eassy mais recentes, onde as suas intenções foram frustradas pela influência de Quénia na maior África Oriental.
Quénia e Nigéria também são potências regionais emergentes na África. O Quénia possui grande influência na África Oriental e a Nigéria possui crescente poderio sobre grande parte dos Estados da África Ocidental.
Angola, com seu estrondoso crescimento económico, num período pós–guerra civil (1961-2002), afirma-se já como uma emergente potência regional na África. Contudo, o caso de Angola é sui generis, pois tende a direccionar, simultaneamente, a sua influência e poderio político–diplomático, económico e militar a dois grandes blocos geopolíticosafricanos, nomeadamente a África Austral, em primeiro plano, e a África Central, em segundo plano, cujas organizações de integração regionais faz parte e influencia bastante, particularmente nas grandes questões de pazsegurança e orçamento regionais. Angola possui posições militares em alguns de seus vizinhos fronteiríços da África Austral e Central. Angola alberga a sede da Comissão do Golfo da Guiné, uma organização inter-regional africana que tende a seguir o modelo do Conselho de Cooperação do Golfo(Pérsico). Em muitas questões de interesse regional, Angola tende a conflictuar-se política, diplomática ou mesmo militarmente com a África do Sul e a Nigéria, e, eventualmente a República Democrática do Congo (RDC), se houver uma mudança do actual regime para o anti–Angola, como outrora, no então regime ditatorial do marechal Mobutu Sese Seko.

América

América do Norte

América do Norte contém três nações poderosas: CanadáMéxico e os Estados Unidos. Os Estados Unidos são uma superpotência ou hiperpotência, enquanto o Canadá e o México são potências médias. Ou seja, os EUA são a potência regional. As relações EUA–Canadá são fortes, ambos têm economias altamente desenvolvidas e são componentes importantes do Oeste. Por outro lado, as relações México–EUA estiveram enfrentando dificuldades parcialmente causadas pela imigração ilegal. Durante o primeiro governoBush, os EUA, México e Canadá se juntaram à NAFTA, que criou uma zona de livre comércio entre os três países.

América do Sul

Brasil é considerado a potência regional da América do Sul, rivalizado apenas pela Argentina e pelo Chile. O Brasil é um país historicamente rico, que possui uma economia forte e boas relações comerciais com os Estados Unidos, a única hiperpotência atual do mundo. As suas decisões para limitar seu crescimento militar significam que tem boas relações com todas as outras nações em sua região. A localização, a área e a população do Brasil tornam-no a maior potência da América Latina. A influência do país espalhou-se a outras regiões da Terra, tornando-lhe uma grande potência.1 2 3 4 Em anos recentes Hugo Chávez assentou bem como um líder proeminente da Venezuela, influenciando indiretamente os resultados de muitas nações próximas. Em consequência a Venezuela tinha-se transformado uma potência regional menor.

Ásia

Leste da Ásia

Historicamente, a China foi a nação dominante no leste asiático. Após um período sendo ultrapassada pelo Império Japonês do século XIX ao século XX, a China tem progredido até ser considerada uma superpotência emergente. Possui influências históricas e culturais do Japão, da Coreia, do Vietnã e de outros países asiáticos. A China possui um grande contingente militar, o qual tem causado interesse para alguns de seus vizinhos. A economia cresce rapidamente. O país possui a maior população do mundo, e de cultura antiga. Entretanto, ainda fica hoje atrás do Japão, da Coreia do Sul e de Taiwan, nos termos PIB per capita.

Sudeste asiático

Tendo como principais países duas grandes potências, China e Índia, o Sudeste asiático não possui qualquer poder regional principal. Historicamente, o poder mudou constantemente; dos reinos Javaneses da Indonésia, ao reino Budista de Sião, conhecido hoje como Tailândia e também a uma extensão, Myanmar. Até hoje, não há potências regionais oficiais. Entretanto, os países originais da ASEAN (IndonésiaMalásia, as FilipinasCingapura e Tailândia) agem como potências regionais.

Sul da Ásia

Sul da Ásia que é conhecido também como Subcontinente Indiano, é uma região que consiste em um país principal, a Índia e em outros países menores como o Paquistão,BangladeshSri LankaNepal e Butão. A Índia e o Paquistão foram rivais tradicionais na região. Entretanto foi geralmente Índia que ganhou a superioridade com a instrução, desenvolvimento científico e tecnológico, e rápido crescimento da economia. No século XX, havia diversos conflitos na região, tal como a guerra Sino-Indiana, nas guerras Indo-Pakistanesas, na guerra da Liberatação de Bangladesh perante o Paquistão, e na guerra de Kargil, em 1999. Historicamente, Paquistão e Bangladesh eram parte de Índia (antes da sua divisão). A Índia é o único país no mundo que tem uma aliança estratégica com os Estados Unidos e a Rússia ao mesmo tempo. Tem uma economia forte e rápido crescimento, com poder demográfico, geográfico e cultural – uma cultura antiga que continua até hoje, e a criação de quatro religiões principais do mundo.

Oriente Médio

Turquia pode ser considerada a potência regional do Oriente Médio. O PIB, a população, o efetivo militar e o orçamento militar turcos são mais altos do que os de qualquer país da sua região. A Turquia tem influência sobre outros países, visto que as forças armadas turcas juntaram-se a operações de manutenção de paz no AfeganistãoBósnia e HerzegovinaKosovo e Somália. A Turquia é membro desde 1952 da OTAN, que é considerada a maior força de cooperação intermilitar do mundo. A Turquia também se esforça para se juntar à União Européia, que já é uma superpotência emergente. É a sucessora do Império Otomano, que era considerado uma grande potência, estendendo-se por três continentes durante mais de seiscentos anos.
Irã também pode ser considerado uma potência regional, pois tem uma grande população, uma grande área e economia crescente. Também está se tornando mais auto-suficiente em termos militares e menos dependente do petróleo. O Irã tem uma grande diáspora e laços fortes com potências regionais e superpotências emergentes, como a China, a Índia e a Rússia. A economia iraniana é muito maior do que a dos países árabes e Israel e é aproximadamente do mesmo tamanho da economia da Turquia. O Irã tem uma longa e marcante história, desde seus antepassados impérios iranianos. Segundo o think tank do Royal Institute of International Affairs, o Irã é a principal componente regional do Oriente Médio[carece de fontes]. Devido à maioria árabe sunita no Oriente Médio, bem como a localização de Meca e Medina, a Arábia Saudita pode ser considerada uma potência regional. Pode-se argumentar que Israel também pode ser considerado uma potência regional, devido à sua capacidade de projeção militar de poder sobre a maior parte do Oriente Médio, os seus tecnologicamente avançados recursos militares e o fato de que, embora rodeado de inimigos, conseguiu garantir a sua sobrevivência e a derrota de seus inimigos em todas as ocasiões, um exemplo claro disso é a Guerra dos Seis Dias. Juntamente com a capacidade militar, Israel tem grande força na diplomacia internacional e é peça-chave em numerosos conflitos do Oriente Médio.

Europa

Europa Ocidental

Desde o século XVIII que a Europa ocidental não é um lugar em que uma nação tenha um poder exclusivo. O Reino Unido, a França e mais recentemente a Alemanha são considerados as três potências principais. Esta rivalidade estendeu-se dentro e fora da Europa. A guerra dos cem anos, as guerras napoleônicas e as Primeira e Segunda Guerra Mundial são exemplos principais. O crescimento de impérios coloniais durante os séculos XVIII e XIX era quase invariavelmente conduzido através de competição e conflito com outras potências européias. Após a segunda guerra mundial, as potências da Europa reformularam seus relações sob a égide cooperativo de instituições tais como a União Européia e a OTAN. Hoje as principais potências européias são rudemente equivalentes no poder econômico embora haja aproximações diferentes à política estrangeira (por exemplo, as posições da França e a Alemanha comparadas com o Reino Unido a respeito da guerra do Iraque em 2003). Como os Estados Unidos e o Canadá, os países da Europa Ocidental apresentam economias altamente desenvolvidas e são também componentes-chave do Ocidente. O Reino Unido em determinadas características fecha laços econômicos e culturais aos Estados Unidos. Considerando a projeção de poder e as capacidades militares da nação, e devido às suas formidáveis e poderosas forças armadas, tecnologia militar altamente promovida e a segunda marinha mais poderosa no mundo (depois dos Estados Unidos), o Reino Unido é considerado a potência regional. A capacidade do Reino Unido de projetar poder longe de sua região foi testemunhada na Guerra das Falklands.
Mesmo assim, tal posição como principal potência europeia, em se tratando de aspectos militares, não é plenamente consolidada, haja vista o facto de a França ser o terceiro país com maior número de armas nucleares do mundo (atrás apenas dos Estados Unidos e da Rússia).

Leste Europeu

Rússia, a república mais importante da União Soviética, teve uma esfera de influência sobre praticamente todo o Leste Europeu e a Ásia Central. Esta esfera de influência foi notada particularmente durante a era da guerra fria, onde grande parte da Europa Oriental foi abrangida em sua união. Não há nenhuma outra potência principal no Leste Europeu e em nenhuma outra nação que foi sempre uma superpotência, embora a Polônia e a Lituânia tenham sido considerados grandes potências durante a União de Lublin. A Rússia tem ainda uma voz forte nos casos internacionais de antigos estados soviéticos, tais como a Ucrânia, mas às vezes as exportações não dão conta do prejuízo econômico e há uma forte diáspora russa em alguns destes estados. A Rússia, portanto, é considerada atualmente uma potência regional. Depois da dissolução da União Soviética, a influência da Rússia no Leste Europeu diminuiu consideravelmente, deixando um vácuo para outros países, particularmente a Polônia, a Romênia, a Bulgária e aUcrânia para transformarem-se possivelmente em potências regionais.

Sul Europeu[editar | editar código-fonte]

Itália foi o país dominante no Sul Europeu desde a ascensão da república Romana após a derrota do Cartago e a queda da Macedônia na Grécia. Entretanto, seu poder foi desafiado pela Espanha e por Portugal durante a idade européia da descoberta, e também pelos impérios Bizantino e Otomano. Na década de 1930, a Itália reconquistou sua posição alinhando-se com a Alemanha Nazista. Estabeleceu-se ainda mais através da capital da moda, Milão. Atualmente, tem o maior PIB per capita da região, que pode ser influênciada por sua posição central no mar Mediterrâneo.

Oceania

Austrália pode ser considerada como a potência regional da Oceania, pois a maioria das nações na região são estados–satélites. O estado da Oceania mais influente depois da Austrália é a Nova Zelândia, que é uma nação substancialmente menor. A Austrália tem fortes relações com o Reino Unido e com a União Européia, com os Estados Unidos e com o extremo oeste. A Austrália e a Nova Zelândia como membros da anglosfera são coletivamente uma parte integral da política estrangeira de nações como os Estados Unidos e o Reino Unido. Os grandes depósitos de urânio da Austrália estão atraindo a atenção de superpotências emergentes como a China e a Índia. Tem uma economia estável, governo democrático e tem as mais fortes forças armadas regionais, que são envolvidas em missões das tropas de paz da ONU na região e também no exterior. Com exceção da Oceania, os interesses e a influência da Austrália estendem-se também ao Sudeste Asiático. Entretanto, as suas forças armadas e a sua economia não são fortes o bastante para permití-la influenciar continentes como a África, o resto da Ásia e a América Latina.
Álgebra: ferramenta imprescindível na Matemática
Álgebra: ferramenta imprescindível na Matemática
Expressões algébricas são expressões matemáticas que apresentam letras e podem conter números, são também denominadas expressões literais. As letras constituem a parte variável das expressões, pois elas podem assumir qualquer valor numérico. No passado as letras foram pouco utilizadas na representação de números desconhecidos, atualmente as letras associadas a números constituem a base da álgebra e contribui de forma eficiente na resolução de várias situações matemáticas. Veja alguns exemplos de expressões algébricas:

2x – 5
3a + 2y
x² + 7x
5 + x – (5x – 2)
10y – 10x
a² – 2ab + b²

As expressões algébricas podem ser utilizadas para representar situações problemas, como as propostas a seguir:

1 – Determine a expressão que representa o perímetro das seguintes figuras:
Perímetro: soma dos lados de qualquer polígono.



4x + 1 + 2x + 4x + 1 + 2x
12x + 2


2x + 6 + 3x – 2 + x + 8
6x + 12


2 – O dobro de um número adicionado a 20: 2x + 20

3 – A diferença entre x e y: x – y

4 – O triplo de um número qualquer subtraído do quádruplo do número: 3x – 4x

5 – Represente algebricamente a área do retângulo a seguir:

2x * (3x+5)
6x² + 10x

Equação de Diofanto

6 – Um sexto dela foi uma bela infância. Depois de 1/12 da sua vida, a sua barba cresceu. Um sétimo da sua vida passou-se num casamento sem filhos. Mas, cinco anos após isso, nasceu o seu primeiro filho, que viveu uma vida feliz durante apenas metade do tempo de vida do seu pai. E, em profundo pesar, o pobre velho terminou os seus dias na Terra, quatro anos após perder o filho.

Porcentagem



percentagem ou porcentagem (do latim per centum, significando "por cento", "a cada centena") é uma medida de razão com base 100 (cem). É um modo de expressar uma proporção ou uma relação entre 2 (dois) valores (um é a parte e o outro é o inteiro) a partir de uma fraçãocujo denominador é 100 (cem), ou seja, é dividir um número por 100 (cem).

Significado

Dizer que algo (chamaremos de blusas) é "70%" de uma loja (lê-se: "as blusas são setenta por cento de uma loja"), significa dizer que blusas é equivalente a 70 elementos em um conjunto universo de 100 elementos (representando lojas, que pode ter qualquer valor), ou seja, que a razão é a divisão:
\frac{70}{100}=0,7 para 1.
Ou seja, a 0,7ª parte de 1, onde esse 1 representando o valor inteiro da fração, no caso, "loja".
Em determinados casos, o valor máximo de uma percentagem é obrigatoriamente de 100%, tal qual ocorre na umidade relativa do ar. Em outros, contudo, o valor pode ultrapassar essa marca, como quando se refere a uma fração maior que o valor (500% de x é igual a 5 vezes x).

Símbolo

Muitos acreditam que o símbolo "%" teria evoluído a partir da expressão matemática \frac x {100}.
Porém, alguns documentos altamente antigos sugerem que o % evoluiu a partir da escrita da expressão latina "per centum", sendo conhecido em seu formato atual desde meados do século XVII. Apesar do nome latino, a criação do conceito de representar valores em relação a uma centena é atribuída aos gregos.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Guerra Fria: conflito indireto e ideológico entre EUA e URSS
Guerra Fria: conflito indireto e ideológico entre EUA e URSS
A Guerra Fria foi um período da história recente do mundo em que a ordem geopolítica do planeta se viu dividida entre o oeste, representado pelos Estados Unidos, e o leste, representado pela União Soviética. Foi um conflito em que não houve agressões diretas entre os dois países, apenas a presença ou intervenções indiretas em conflitos, objetivando aumentar a influência do capitalismo, por parte dos EUA, e do socialismo, por parte da URSS.
O início da Guerra Fria esteve diretamente ligado ao fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), pois, com o esfacelamento da Alemanha nazista e da vitória da tríplice aliança em conjunto com a União Soviética somados ao fato de a guerra ter acontecido predominantemente em território europeu, EUA e URSS foram os menos afetados pelo conflito.
Para introduzir esse tema em sala de aula, é oportuno utilizar uma dinâmica envolvendo os próprios alunos. Antes da aula, confeccione pequenos cartazes com os nomes, respectivamente, de cada um dos países que participaram da Segunda Guerra Mundial: Estados Unidos, França, Inglaterra, União Soviética, Alemanha, Japão e Itália, sendo um cartaz para cada país.
Assim, no início da aula, selecione sete voluntários da turma – de preferência os mais “tímidos”, pois o risco de fazerem “gracinhas” e atrapalhar a sua explicação é menor. Cada voluntário ficará segurando um cartaz, de forma que cada aluno representará um país.
Separe de um lado os alunos que representam a Tríplice Aliança (EUA, França e Inglaterra) e, de outro, os alunos que representam a Tríplice Entente (Japão, Alemanha e Itália). Coloque o aluno representante da URSS no meio e explique que esse país passou para o lado da Tríplice Aliança por conta dos ataques da Alemanha.
Em seguida, explique a situação de cada um dos países ao final da guerra, abordando os alunos que os representam. Deixe EUA e URSS por último.
Japão – Com os ataques atômicos em Hiroshima e Nagasaki, além dos desgastes realizados pelo envolvimento do país no conflito, o país ficou economicamente frágil ao final da Segunda Grande Guerra. Peça para o aluno representante do Japão se sentar.
Alemanha – Foi o país que mais sofreu ataques durante a guerra e teve seu território dividido entre os vencedores da Tríplice Aliança, não exercendo mais qualquer peso no cenário internacional. Peça para o aluno representante da Alemanha se sentar.
Itália – Com a derrota na guerra, o país sofreu com a recuperação de sua economia e com as sanções impostas pelos países vencedores. Peça para o aluno da Itália se sentar.
França – Mesmo tendo vencido a guerra, sofreu sérias consequências dos ataques empreendidos, principalmente, da Alemanha, que chegou a ocupar Paris. Por isso, o país também ficou fragilizado e não tinha qualquer poder geopolítico. Peça para o aluno da França se sentar.
Inglaterra – Assim como a França, a Inglaterra também sofreu muitos ataques em seu território e também saiu fragilizada do conflito. Peça para o aluno da Inglaterra se sentar.
Com isso, apenas duas nações possuíam forças para impor suas exigências e investirem em ações imperialistas pelo mundo: URSS e EUA. Coloque os dois alunos representantes desses países lado a lado e mostre que ambos não tinham coragem de se enfrentarem, uma vez que os dois lados possuíam armas nucleares.
Peça para os dois alunos se sentarem e solicite a todos que produzam um breve texto explicando a lógica da Guerra Fria a partir da seguinte frase: “Guerra improvável, paz impossível”, do sociólogo francês Raymond Aron.
Com essa abordagem, acredita-se que se torna mais fácil abordar o assunto em aulas subsequentes

sábado, 12 de abril de 2014

Império Português


Império Português, ou Império Colonial Português  foi o primeiro império global da história, além de ser o mais antigo dos impérios coloniais europeus modernos, abrangendo quase seis séculos de existência, a partir da Conquista de Ceuta, em 1415, até à concessão de soberania a Timor-Leste, em 2002. O império espalhou-se ao longo de um vasto número de territórios que hoje fazem parte de 53 países diferentes.
Marinheiros portugueses começaram a explorar a costa da África em 1419, utilizando os recentes desenvolvimentos em áreas como a navegação, a cartografia e a tecnologia marítima, como a caravela, com o objetivo de encontrar uma rota marítima para o lucrativo comércio de especiarias do oriente. Em 1488, Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança e, em 1498, Vasco da Gama chegou à Índia. Em 1500, Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil, na costa atlântica sul-americana. Nas décadas seguintes, os marinheiros lusitanos continuaram a explorar o litoral e as ilhas do leste da Ásia, estabelecendo fortes e feitorias. Em 1571, uma série de postos avançados ligava Lisboa a Nagasaki, no Japão, ao longo das costas da África, Médio Oriente, Índia e Ásia. Esta rede comercial trouxe grande riqueza para o Reino de Portugal. Entre 1580 e 1640, a nação tornou-se um parceiro da Espanha, em uma união pessoal das coroas dos dois países. Embora os dois impérios tenham continuado a ser administrados separadamente, as colónias portuguesas se tornaram alvo de ataques de três potências europeias rivais e hostis à Espanha, que ambicionavam os sucessos ibéricos no exterior: a Holanda, a Grã-Bretanha e a França. Com uma população menor, Portugal não foi capaz de defender eficazmente sua sobrecarregada rede de postos comerciais e o império começou a entrar em um longo e gradual processo de declínio.
Perdas significativas para os holandeses na Índia Portuguesa e no sudeste da Ásia durante o século XVII trouxeram fim ao monopólio do comércio português no Oceano Índico. O Brasil, que havia se tornado a colónia mais valiosa de Portugal, tornou-se independente em 1822, como parte de uma onda de movimentos independentistas que varreu a América no início do século XIX. O Império Português então foi reduzido às suas colônias no litoral africano (que foram expandidas para o interior durante a Partilha de África, no final do século XIX), Timor-Leste e enclaves na Índia e na China (Macau).
Após a Segunda Guerra Mundial, o então líder de Portugal, António Salazar, tentou manter intacto o que restava do império pluricontinental, num momento em que outros países europeus estavam começando a se retirar de suas colónias. Em 1961, as tropas portuguesas em Goa foram incapazes de impedir o avanço das tropas indianas que marcharam para a colónia em número superior. Salazar começou uma longa e sangrenta guerra para acabar com as forças anticoloniais na África. A impopular guerra durou até a queda do regime em 1974. O novo governo imediatamente mudou a política e reconheceu a independência de todas as suas colónias, com exceção de Macau, que foi devolvida à China em 1999, marcando assim o fim do Império Português. Atualmente, os arquipélagos dos Açores e da Madeira são os únicos territórios ultramarinos que permanecem ligados politicamente à Portugal. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é a sucessora cultural do império.


História


expansionismo português foi movido inicialmente pelo espírito militar e evangelizador, de continuação da reconquista no Norte de África e, depois, pelo interesse comercial, primeiro nas prósperas capitanias das ilhas da Madeira e dos Açores, seguindo-se a busca de um caminho marítimo para a Ásia, alternativo ao Mediterrâneo dominado pelas repúblicas marítimas italianas, pelos otomanos, pelos mouros e por piratas, no lucrativo comércio de especiarias.
Os portugueses começaram por explorar sistematicamente a costa de África a partir de 1419, com o incentivo do Infante D. Henrique e navegadores experientes servidos pelos mais avançados desenvolvimentos náuticos ecartográficos da época, aperfeiçoando a caravela. Em 1471 chegaram ao Golfo da Guiné, onde em 1482 foi estabelecida a feitoria de São Jorge da Mina para apoiar um florescente comércio de ouro de aluvião. Partindo da Mina Diogo Cão estabelece o primeiro contacto com o Reino do Congo. Após sucessivas viagens exploratórias para sul, em 1488 Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança, entrando pela primeira vez no Oceano Índico a partir do Atlântico.
A chegada de Cristóvão Colombo à América em 1492 precipitou uma negociação entre D. João II e os Reis Católicos de Castela e Aragão. Como resultado foi assinado em 1494 o Tratado de Tordesilhas, dividindo o Mundo em duas áreas de exploração demarcadas por um meridiano situado entre as ilhas de Cabo Verde e as recém descobertas Caraíbas: cabiam a Portugal as terras "descobertas e por descobrir" situadas a leste deste meriadiano, e à Espanha as terras que ficassem a oeste dessa linha.
Pouco depois, em 1498, Vasco da Gama chegou à Índia, inaugurando a Rota do cabo. Em 1500, na segunda viagem para a Índia, Pedro Álvares Cabral desviou-se da rota na costa Africana e aportou no Brasil.6 Em Lisboa foi então estabelecida a Casa da Índia para administrar todos os aspectos do monopólio régio do comércio e da navegação além-mar. Seis anos após a viagem de Gama foi nomeado o primeiro vice-rei sediado em Cochim e a sua vitória na Batalha de Diu afastoumamelucos e árabes, facilitando o domínio português do comércio no Índico. Em 1510 é constituído o Estado Português da Índia com capital em Goa, primeira conquista territorial na Índia. Malaca foi conquistada em 1511 e os portugueses continuaram a exploração e conquistas de portos nas costas e ilhas da Ásia oriental, alcançando as ambicionadas "ilhas das especiarias" (as ilhas Molucas) em 1512, e a China um ano depois, estabelecendo-se na ilha de Sanchoão. Em 1529 o Tratado de Saragoça demarcou as explorações portuguesas e espanholas no oriente: as Molucas são atribuídas a Portugal e as Filipinas a Espanha.
Durante a expansão, de 1415 até 1534, data em que foi ordenada a colonização do interior nas capitanias do Brasil7 por D. João III, o império português foi uma talassocracia,8 9 abrangendo os oceanos Atlântico e Índico, defendida por uma cadeia de fortificaçõescosteiras protegendo uma rede de Feitorias, reforçada por um sistema de licenças de navegação, os cartazes, com o apoio de numerosas relações diplomáticas e alianças, incluindo com o Reino do SiãoSafávidas da PérsiaReino de Bisnaga e Etiópia, era completado pela acção das missões religiosas em terra ao abrigo do Padroado, um acordo da coroa portuguesa com a Santa Sé.
Mapa português da India, 1630. Detalhe do atlas Taboas geraes de toda a navegação" de João Teixeira de Albernaz e D.Jerónimo de Ataíde.
Em 1543 comerciantes portugueses aportam no Japão estabelecendo-se inicialmente em Hirado. Em 1557 as autoridades chinesas autorizaram os portugueses a estabelecerem-se em Macau, que depressa se tornou a base de um próspero comércio triangular entre a China, o Japão e a Europa via Malaca e Goa. Em 1571 uma cadeia de entrepostos ligava Lisboa a Nagasaki, cidade então fundada pelos portugueses: o império tornara-se verdadeiramente global, trazendo no processo enormes riquezas para Portugal. Em 1572, três anos após regressar do Oriente, Luís Vaz de Camões publicaria a epopeia "Os Lusíadas", cuja acção central é a descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, imortalizando os feitos dos portugueses.10
Apesar dos formidáveis ganhos no Oriente, o interesse pelo Marrocos manteve-se. Em 1578 o rei D. Sebastião procurou conquistar os territórios interiores, o que terminou na derrota em Alcácer-Quibir, seguindo-se uma crise sucessória que resultou na união com a coroa espanhola em 1580. Durante a Dinastia Filipina o império português sofreu grandes reveses ao ser envolvido nos conflitos de Espanha com a Holanda, a França e a Inglaterra, que tentavam estabelecer os seus próprios impérios.11
Entre 1595 e 1663 foi travada a Guerra Luso-Holandesa com as Companhias Holandesas das Índias Orientais (VOC) e Ocidentais (WIC), que tentavam tomar as redes de comércio portuguesas de especiarias asiáticas,escravos da África ocidental e açúcar do Brasil.12 Após a perda de numerosos territórios,13 Portugal restaurou a independência em 1640. Em 1654 conseguiu recuperar o Brasil e Angola, embora tendo perdido para sempre a proeminência na Ásia. O Brasil ganhou assim importância no império, reforçada pela descoberta de grandes quantidades de ouro no fim do século XVII. Com a chegada da Corte portuguesa em 1808, protegendo-se dos exércitos de Napoleão I, passou a ser considerado um associado ao Reino, com a designação de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
O meridiano do Tratado de Tordesilhas, de 1494, dividiu o mundo entre as coroas de Portugal e de Castela.
Com o reconhecimento da declaração de independência do Brasil em 1825, Portugal acentuou a expansão territorial no interior da África, e a partir de 1870 teria que enfrentar as potências europeias para conservar o resto do seu fragmentado Império. Durante o Estado Novo, em que esteve em vigor o Acto Colonial (1930 - 1951), o Ultramar Português teve a designação oficial de "Império Colonial Português",14 sendo então composto pelas colónias africanas de São Tomé e PríncipeCabo VerdeGuiné PortuguesaAngolaCabindaMoçambique e São João Baptista de Ajudá, pelas colónias asiáticas de Macau, do Estado Português da Índia e de Timor Português. Em 1951, a designação "Império Colonial Português" foi abolida, como política para evitar ser considerado uma potência colonial nos fóruns internacionais. Na esperança de preservar um Portugal intercontinental, o Estado Novo passou a designar as colónias por províncias ultramarinas, considerando que esses territórios não eram colónias, mas sim parte integrante e inseparável de Portugal, como uma "Nação Multirracial e Pluricontinental".
A resistência à dominação portuguesa manifestou-se no contexto da descolonização europeia. Em 1954, a União Indiana anexou os territórios de Dadrá e Nagar Haveli, e em 1961 iniciam-se confrontos generalizados no Oriente e em África: a Índia independente conquistou Goa, numa acção armada com pouca resistência e pouco depois a Ilha de Angediva. Em 1961 iniciam-se também os confrontos da Guerra Colonial Portuguesa em África, que duraria até à Revolução dos Cravos em (1974), resultando na independência das colónias em 1975.
O "fim" de jure do Império Português terá sido em 1999, quando Macau, último território sob a sua administração, foi devolvido à República Popular da China. Pode-se ainda considerar que este ocorreu em 2002, quando Portugal reconheceu a independência de Timor-Leste, libertada da ocupação indonésia em 1999. Pode dividir-se a história do império português em períodos distintos:
  • "Primeiro Império" (1415-1580): Descobrimentos e expansão em África e no Oriente, que terminaria com a ocupação espanhola.
  • "Segundo Império" (1580-1822): Com a perda de influência no Oriente, o Brasil ganha importância.
  • "Terceiro Império" (1822-1975): Após a independência do Brasil, a África domina as atenções no Império Colonial Português.